Novo chip Rubin da Nvidia e avanços em robótica física marcam avanço da IA em GTC 2025 — cenário que impacta pesquisa e indústria no Brasil

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Nvidia apresenta chips Rubin AI e anuncia nova era da inteligência artificial

São Paulo, 8 de junho de 2025 — No evento anual GTC (GPU Technology Conference) de 2025, considerado o “Super Bowl da inteligência artificial”, o fundador e CEO da Nvidia, Jensen Huang, apresentou as mais recentes inovações da empresa no campo da IA, incluindo dois novos chips de alto desempenho: o Blackwell Ultra e o Rubin AI. Segundo ele, a IA está atravessando um “ponto de inflexão”.

Chip Rubin da Nvidia e robô físico

Um ponto de inflexão na história da IA

Durante seu discurso, Huang destacou que a inteligência artificial evoluiu rapidamente nas últimas décadas. Ela passou de tarefas de percepção e visão computacional para sistemas generativos, e agora chega à fase da IA "agentiva" — capaz de raciocinar autonomamente. “A IA entende o contexto, entende o que estamos pedindo. Entende o significado da nossa solicitação. Agora gera respostas. Mudou fundamentalmente como a computação funciona”, afirmou.

Blackwell Ultra e Rubin AI: o futuro do hardware

No palco, Huang revelou detalhes sobre as gerações futuras de GPUs. O Blackwell Ultra está previsto para chegar à segunda metade de 2025, enquanto seu sucessor, o Rubin AI chip, tem lançamento estimado para o final de 2026, com uma versão ainda mais poderosa, batizada de Rubin Ultra, em 2027.

Demanda de data centers projeta receita bilionária

Huang declarou que a demanda por GPUs dos quatro principais provedores de nuvem está em ascensão. Ele estima que a receita da Nvidia com infraestrutura para data centers chegue a US$ 1 trilhão até 2028.

A próxima onda: IA física e robótica

Para Huang, a próxima fase da IA — além da geração de texto e imagem — está diretamente ligada à robótica, batizada de “IA física”. Esse avanço permitirá máquinas entenderem conceitos do mundo real como atrito, inércia, causa e efeito, além de noção de objeto.

Ciência dos dados sintéticos: um divisor de águas

Um dos pontos altos do evento foi a discussão sobre dados sintéticos — gerados por IA ou simulador computacional — para treinar modelos. Huang disse que o uso de dados artificiais, via técnicas como reinforcement learning, supera limitações da coleta manual.

Isaac GR00T N1: IA aberta para robôs

Outro anúncio foi a criação do Isaac GR00T N1, um modelo de base open-source para desenvolvimento de robôs humanoides, complementado pelo modelo Cosmos AI, voltado à geração de vídeo fotorrealista para treinamento.

Parcerias estratégicas: da indústria automobilística ao entretenimento

Huang também anunciou que a General Motors utilizará a tecnologia da Nvidia para treinar sistemas de direção autônoma, combinando Omniverse e Cosmos. Além disso, a Nvidia lançou o Halos, sistema de IA focado em segurança automotiva. Também foi apresentada a engine de simulação Newton, desenvolvida com Google DeepMind e Disney Research.

Impactos e tendências no cenário brasileiro

  • Agronegócio: IA pode otimizar colheitas, prever pragas e controlar irrigação inteligente.
  • Indústria 4.0: Robôs treinados em simulações podem melhorar a automação em fábricas.
  • Saúde: Cirurgias remotas e logística hospitalar podem ser aprimoradas por IA física.

Desafios e responsabilidade

  1. Segurança e confiabilidade dos sistemas autônomos.
  2. Regulação ética da IA no Brasil.
  3. Inclusão digital e acesso a tecnologia de ponta.

A Nvidia, por meio de modelos abertos e parcerias estratégicas, pode ajudar a reduzir essas barreiras, mas o esforço exige colaboração entre empresas, governo e universidades.

Conclusão

A apresentação de Jensen Huang na GTC 2025 confirma que a inteligência artificial está entrando em uma nova fase de sofisticação. Com chips como o Blackwell Ultra e Rubin AI, além de modelos e simuladores abertos, a era da robótica e da IA física já começou. O Brasil pode se beneficiar fortemente, desde que prepare infraestrutura, políticas públicas e formação técnica adequada.


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